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Startup levanta R$ 61,5 milhões para robótica agrícola avançada

Robôs podem ser “especialistas” ou “generalistas” para as diferentes funções no agro


A Saga Robotics, uma startup britânica e norueguesa, levantou € 9,5 milhões (R$ 61,5 milhões) para impulsionar os  robôs agrícolas autônomos “Thorvald”, capazes de realizar grande número de atividades no campo de forma autônoma e com alta eficiência.


Segundo a AgFunder, a rodada de financiamento contou com a participação de três grandes investidores europeus: a empresa norueguesa de investimento climático Nysnø, a ADM Capital e o Rabo Food & Agri Innovation Fund, um braço de investimento do holandês Rabobank.



Thorvald operando de forma autônoma durante a noite. (foto – Saga Robotics)


Thorvald é um robô modular autônomo que pode ser configurado para a maioria dos ambientes agrícolas como campos abertos, túneis, pomares e estufas.


Ele também realiza tarefas como tratamento de luz para gerenciamento de doenças, colheita de frutas e vegetais, fenotipagem, transporte em campo, corte de grama para produção de forragem, pulverização e coleta de dados/previsão de safra.


O equipamento opera inteiramente por conta própria, usando métodos avançados de navegação e inteligência artificial para realizar uma ampla variedade de tarefas. O robô é pequeno e leve, permitindo que execute muitas tarefas em uma fazenda com mais eficiência e menos custo do que usando tratores ou trabalhadores manuais.


O diretor de operações da Saga no Reino Unido, Halvard Grimstad, descreveu como o “objetivo mais fácil” é levar mais robôs para o campo com sistemas de navegação confiáveis ​​adequados para todas as condições. Ele disse que o plano era se concentrar em um modelo de negócio de ‘robótica como serviço’, em vez de simplesmente vender hardware aos agricultores.


A agtech também está liderando um projeto chamado ‘Robot Highways’, segundo especialistas, “uma das maiores demonstrações no mundo sobre robótica e tecnologias autônomas em uma fazenda”. Os robôs em questão têm a tarefa de auxiliar os agricultores na execução de processos físicos essenciais e intensivos em energia, como colher e embalar frutas e tratar as safras.


Debate e mercado


O debate em andamento entre empresas de robótica agrícola é se um robô deve ser um especialista ou um polivalente – tarefas como capinar, pulverizar, mapear plantações, suporte logístico ou colher variam muito.


Com isso em mente, algumas startups de robôs buscaram um nicho dentro de um nicho – como o Greeneye de Israel, que está se concentrando na detecção de ervas daninhas.

Nichos podem gerar mercados tão interessantes quanto os generalistas; às vezes até maiores. O setor de colheita robótica sozinho valia cerca de US$ 5,5 bilhões em 2018, com base nos juros dos primeiros usuários. O interesse dos investidores nesta área específica já apresenta forte crescimento.


Os exemplos incluem Root AI, a Tortuga AgTech, a Advanced.Farm, a Small Robot Company, que recentemente se expandiu para o Brasil; ou a francesa Naïo Technologies.


Nestes textos mostramos exemplos de drones coletores de laranjas e macãs em Israel e robôs “delicados” para framboesas na Inglaterra, bem como uma seleção de robôs agrícolas.


Inclusive, neste ano, haverá mais uma edição da Fira (Feira Internacional de Robótica Agrícola), que será virtual e tem inscrições abertas.


Fonte: AG|Evolution/ Canal Rural

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